ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 22/04/2020

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a arte desempenha o papel de imitar a realidade, permitindo aquele que aprecie experimentar outras visões do real e aprender com elas. Nesse sentido, o cinema, uma vez que se constitui como forma de arte, tem a função não só de entretenimento, mas também de ferramenta de ensino. Contudo, a realidade brasileira demonstra um contexto de ‘’elitização’’ das artes cinematográficas, excluindo diversos grupos sociais desse processo educativo, sobretudo aqueles que possuem menor renda.

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade  tem os mesmos direitos e deveres, atualmente isso não se aplica a acessibilidade ao cinema, inúmeras cidades não conseguiram acompanhar esse crescimento capitalista, por falta de investimentos infraestruturais, e esses desprivilegiamentos acaba se expandindo em diversas áreas, como, saúde e educação.

Além disso, de acordo com o índice de liberdade econômica desenvolvido pela Heritage Foundation , o Brasil está entre os piores países para abrir uma empresa. Isso é resultado da alta complexidade tributária e burocrática, que resulta em maiores custos, tanto para empreendedores, quanto  para consumidores. Por não ser imune a tal fenômeno, o setor do cinema sofre com as mesmas consequência, que restringem ainda mais a participação popular  nas sessões. Dessa forma, a abertura e simplificação desse mercado, são medidas necessárias para democratizá-lo, dado que reduzem os preços.

Dessa forma, a fim de promover o acesso amplo a formas alternativas de educação libertadora, cabe ao Ministério da Educação e Cultura investir na criação dos novos cursos de cinema nas Universidades Federais e a instalação desses ambientes de reprodução de filmes sob administração das faculdades , garantindo a prioridade de pessoas de baixa renda, incentivando, assim a democratização das artes cinematográficas e o aprendizado dos estudantes e espectadores.