ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 24/04/2020

A constituição brasileira de 1988 garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional. No entanto, o que se observa, é o oposto do modo no qual foi garantido um direito social, uma vez que a falta de acesso ao cinema se dá pelo fato de setores menos afortunados da sociedade ficarem desprovidos do acesso à esse meio cultural. Esse cenário antagônico é fruto tanto da mercantilização da cultura, quanto da falta de incentivo cultural na estrutura escolar. Diante disso, torna-se imprescindível a análise dos aspectos que corroboram para essa problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar a mercantilização da cultura deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que controlem tais recorrências. Segundo o Filósofo Thomas Hobbes, é função do Estado garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre devidamente no Brasil. Devido à falta de efetividade das autoridades, a mercantilização da cultura se deve ao alto valor para lhe ter acesso e ser concentrado em capitais na qual há maiores classes sociais, impossibilitando indivíduos de baixa renda e de outras cidades, gozar de tal bem, os excluindo de ter um repertório sociocultural de demasiados núcleos da sociedade.

Ademais, é cabível salientar a falta de incentivo cultural nas escolas como promotor do problema. De acordo com o Índice de Cultura Mundial, um ranking sobre os hábitos culturais dos países e inclusive a leitura, os brasileiros ocupam a 27ª posição. Partindo dessa conjectura, uma formação educacional de qualidade é essencial para a valorização não somente da televisão, como também, teatros, cinemas, museus, e bibliotecas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para reduzir a situação do quadro atual. Deste modo, com o intuito de democratizar o acesso ao cinema, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, por intermédio do Ministério da Cultura e Ministério da Educação, convertendo em excursões escolares para diversos meios culturais, visando à importância e valorização desse acesso para formação do indivíduo e, por um bilhete único para pessoas de baixa renda, que garantam uma quantia mensal, somente utilizável nos cinemas, através de programas sociais que necessitem de um comprovante de renda para favorecer o acesso para essa classe desprovida de renda, com intuito de expandir em médio e longo prazo, a democratização do cinema . Assim, concretizando o pleno exercício visado pela constituição brasileira de 1988, o acesso às fontes culturais.