ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/05/2020

A partir de filmes, como “Cine Holliúdy” que conta a história de um grupo de pessoas que têm o “cinema” de sua cidade fechado, porque não havia investimento e muito menos lucro. Então, para que pudessem continuar assistindo filmes, fizeram uma ação popular e criaram seu próprio cinema. Assim como é retratado nesse filme, a realidade brasileira dos cinemas não difere disso, tem sido cada vez mais difícil o acesso das pessoas seja pelo alto custo financeiro, seja pelos problemas com a mobilidade urbana.

Os cinemas no Brasil têm sido construídos, constantemente, em diversos bairros das cidades grandes, contudo em áreas de renda alta e com o alto custo que, no passado era menor do que “seis reais”, hoje gira em torno de “trinta e pouco reais”, apesar das promoções. Além, do mais, com a retirada da gratuidade para idosos, isto tem dificultado, ainda mais a democratização desse acesso.

Apesar da Constituição Brasileira de 1988 conceituar que a educação é dever do Estado, a difícil mobilidade das pessoas que moram em cidades pequenas e que sonham em poder ir ao cinema pela primeira vez, por conta da distância e da falta de transporte público que possa garantir essas viagens. A exemplo disso, em uma reportagem do Jornal da Globo, um professor juntou dinheiro para poder levar seus alunos pela primeira vez ao cinema para assistir o filme “ Pantera Negra” e essa ação despertou não só nos alunos, mas também na mídia, a reflexão da importância do cinema como instrumento de educação e de luta para esse acesso.

Portanto, para a democratização do acesso ao cinema ser possível, é preciso que o Poder Público invista na melhora da mobilidade urbana, como também crie projetos junto com o Ministério da Educação, como, por exemplo, um projeto que tenha a temática “ Era uma vez no cinema”, proporcionando as crianças de escolas ribeirinhas, de cidades pequenas um dia no cinema, para que assim possam desde crianças construir sua bagagem cultural, despertar seu senso crítico, sua criatividade e também construir sonhos, em que tanto no cinema como na vida real, possam acreditar que tudo é possível.