ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/05/2020

A Primeira Revolução Industrial, em meados do século XVII, permitiu o avanço e a criação da tecnologia, como, por exemplo, a cinematografia. Mesmo que no começo os filmes não tivessem muita audiência, é inegável que atualmente fazem parte da vida de uma grande parcela da populaçao. Porém, os filmes nos cinemas são, infelizmente, restritos a poucos cidadãos, uma vez que os cinemas restringem-se aos grandes centros urbanos, o que exclue as cidades subdesenvolvidas e os pobres.

Diante desse cenário não democrático do acesso ao cinema no Brasil, vale resaltar que a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6, garante que o lazer é um direito social. Não obstante, mesmo que o lazer seja garantido constitucionalmente, no país, apena, 17% da população, segundo dados do “meioemensagem.com”, frequenta os cinemas. Sob essa ótica, consoante geografia, o Brasil é dividido em cinco áreas e, as regiões Norte e Nordeste são as menos desenvolvidas, o que dificulta a democratização do acesso ao cinema, excluíndo-os dos seus direitos sociais garantidos na Carta Maior.

Além da restrição do cinema as cidades e estados mais industrializados, como São Paulo, a desigualdade social é outro fatos que dificulta a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Nessa perspectiva, vale lembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), em seu artigo 1, garante que “todos nascem livres e iguais em diginidade e em direitos”. No entanto, basta analisar os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), nos quais 1% da população brasileira detém mais de 50% da riqueza enquanto mais de 50% dos cidadãos recebem um salário mínimo, para percerbe-se que os brasileiros não são todos iguais e, mesmo que muito jovens tenham a carteirinha estudantil que permite pagar apenas a metade do valor do ingresso, o acesso ao cinema é restrito as classes sociais mais altas “excluíndo” os pobres dos cinemas.

Portanto, diante da restrição do cinema áreas desenvolvidas e a dificuldade do acesso pelos pobres, é preciso que o Governo leve recursos tecnológicos para as áreas subdesenvolvidos, como o Norte e o Nordeste, a fim de que com o tempo as cidades nessas regiões possam ter também cinemas. Ademais, é necessário que a Secretarias Municipais dos Direitos Humanos garanta a igualdade entre todos os cidadãos, por meios da distribuição de bilhetes de cinema nas áreas mais carentes e transporte para o local, haja visto que o lazer é um direito social garantido constitucionalmente, visando, dessa forma, a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Logo, a cinematografia criada durante a Primeira Revolução Industrial será visualizada com grande acesso e facilidade nos cinemas.