ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 17/05/2020

O filósofo chinês Confúcio garantiu em uma tese  que a cultura está acima de qualquer condição humana. Entretanto, é visível que essa situação é negligenciada no Brasil, visto que o acesso a cultura é distribuído de forma desigual, com grupos privilegiados.A democratização do cinema no Brasil é uma utopia que favoreceria a vivência do  indivíduo à proporção que o educaria, porém, a inviabilidade dessa é explicada pela concentração cultural em áreas de alta renda e negligência as questões de deficientes na cultura.

Primeiramente, a localização socioeconômica dos espaços culturais influencia no acesso a eles. A urbanização desordenada leva ao crescimento de núcleos valorizados monetariamente, um facilitador à construção de centros culturais. A diferença de investimentos nesse setor  explica a disparidade no acesso ao conteúdo, que prioriza regiões  nobres, deixando periferias em condição de menoridade. Um exemplo desse abismo relacionado à condições de infraestrutura é a  diferença entre áreas privilegiadas da região Metropolitana e a região dos Lagos, o que resulta na  diferença de acessibilidade a cultura.

Em segunda instância, nota- se que grupos portadores de deficiências físicas tem dificuldade ao acessar conteúdos. Portanto, essa situação se da à escassez de  investimentos que os favoreçam. Sendo assim, infelizmente é raridade no cenário atual , devido a negligência governamental, encontrar estabelecimentos culturais pró-deficientes, já que investimentos são voltados a outras áreas do consumo cinematográfico. O foco na melhor experiência possível ao deficiente físico no cinema facilitaria a relação social desse com a sociedade ao redor.

Logo, urge- se que o Ministério das Cidades em parceria com a iniciativa privada, invista na infraestrutura de áreas menos favorecidas. A partir da disponibilização de verba para construção dos centros,  esse seria um facilitador  ao acesso do conteúdo a população de classe mais baixa. Também é dever do Ministério da Educação, informar a necessidade de inclusão do deficiente à cultura. Essa ação deve partir de palestras em escolas para tornar a convivência social desses grupos mais produtiva. Assim, que a exclusão provocada pelo privilégio a cultura se torne inclusão para uso comunitário, para que a tese de Confúcio seja coerente a um futuro próximo, em que nenhum ser esteja em maioridade cultural sobre o outro.