ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 02/06/2020
Com a chegada da revolução industrial e o forte êxodo rural, se teve no Brasil o início do processo de favelização. A rápida aparição de zonas periféricas nos grandes centros urbanos acaba por marginalizar e excluir os habitantes de tais áreas, como ocorre com a indústria do cinema, a qual, geralmente, está presente apenas nos grandes centros urbanos, e termina por privar os habitantes das favelas do acesso a cultura. Tal desigualdade é fruto das altas cargas tributárias impostas a essas indústrias, além da baixa infraestrutura presente nas periferias.
Primeiramente, o alto custo dos tributos impostos aos comerciantes brasileiros reflete diretamente no preço do produto, ou seja, a população menos favorecida é diretamente afetada por tais cobranças. De acordo com os princípios do liberalismo econômico de John Locke, altos impostos afetam diretamente a oferta de produtos, o que faz com que os poucos cinemas incidentes se concentrem nos grandes centros urbanos.
Paralelamente, a quase inexistente infraestrutura nas favelas é um grande empecilho a abertura de novos ambientes como tal. De acordo com a revista O Globo, as periferias brasileiras ainda sofrem constantemente com problemas como iluminação e saneamento básico, ou seja, o problema dessas regiões deixa de ser apenas econômico, para também governamental.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Economia deve intervir na grande carga tributária aplicada aos pequenos e grandes comerciantes, aumentando o imposto sobre a renda populacional, e diminuindo sobre produtos. Também é de competência estatal realizar programas visando resolver os problemas de infraestrutura nas favelas, por meio da privatização das empresas responsáveis por tal, e aplicando incentivos fiscais para a aparição de novas empresas no mercado. Dessa forma, será possível garantir uma sociedade com total acesso à cultura, e só então, os habitantes das periferias terão pleno acesso ao lazer.