ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 10/06/2020

“Os homens criam as ferramentas, as ferramentas recriam os homens”. A frase dita por Hebert Marshall, sociólogo canadense do século XX, exemplifica como os seres humanos que possuem acesso às inovações podem ser transformados. Nesse sentido, é possível afirmar que existe uma desigualdade no acesso aos cinemas do Brasil. Isso se evidencia pelas salas de filme estarem, predominantemente, nas grandes cidades e por essas produções serem exibidas, em sua maioria, sem adaptação para os surdos.

Vale ressaltar, primeiramente, que apenas uma pequena parte dos cinemas se encontram nas áreas rurais do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 83% da população não possui acesso aos filmes recém lançados, e desse percentual a maioria se encontra no interior. Indubitavelmente, essa situação precisa ser modificada para que todos tenham o direito de frequentar esse ambiente lazer.

Em segundo lugar, raramente são produzidos filmes com linguagem apropriada para os surdos. Como dizia Karl Paul, socialista alemão do século XX, a lei básica do capitalismo é a individualidade e a lucratividade. Infelizmente, como as pessoas que não ouvem são uma minoria o gasto com uma possível adaptação seria maior que o lucro gerado, não sendo favorável economicamente para as produtoras.

Diante disso, é de suma importância democratizar o acesso as salas de filmes no Brasil. O governo, portanto, deve garantir igualdade para que todos possam frequentar os cinemas. Isso acontecerá por meio da criação de leis que definam um percentual de produções cinematográficas obrigatórias em libras, com auxílio de verbas para a construção de cinemas nas áreas rurais. Espera-se, com isso, que todos os brasileiros tenham  a oportunidade de prestigiar o lançamento de filmes.