ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/06/2020

Infelizmente, a história da cultura no Brasil nunca foi, de fato, popular. Isto é, desde a Semana de Arte Moderna de 1922, até o MPB carioca de 1960, a Arte se resumia à elite “intelectual”. Portanto, o caráter exclusivo de fontes culturais como o cinema, por exemplo, é antidemocrático e reflete uma política de descaso a valores constitucionais. Ademais, todo governo teme um povo esclarecido e fará o possível para evitá-lo.

À luz disso, observa-se claramente o processo de alienação sobre o povo brasileiro, criado pela permanência do elitismo ligado à Arte. Naturalmente, num país onde 13,5 milhões de pessoas - segundo ao IBGE, em 2019 - vivem em extrema pobreza, ir ao cinema não é prioridade em suas rotinas. Assim, o governo que fere a democracia por tantos ângulos deve ser julgado, punido e ainda forçado a agir de acordo com a Constituição.

No mesmo contexto, para além do descaso, há motivações claras para manter precário o acesso ao Cinema e à Cultura em geral. Conhecidamente, há um contexto histórico de manipulação audiovisual no mundo, tal como o banimento de filmes “ameaçadores” no Terceiro Reich (Império) Alemão. Sendo assim, pode-se traçar um claro paralelo entre o Estado Brasileiro e a Alemanha Nazista, ao passo que Hitler impunha autoritarismo abertamente, enquanto o Governo Brasileiro o faz de forma sorrateira.

Por fim, após identificar a pobreza e o estado de fácil manipulação das massas ignorantes como os principais problemas frente à democratização do cinema no brasil, fica clara a inércia do Poder Judiciário aos crimes do Executivo. Portanto, caso não surja ação nacional que faça valer a Constituição, é valido recorrer à Corte de Haia para que ela garanta a democracia no Brasil. Deve-se julgar a postura antidemocrática do Governo Vigente, objetivando um país com povo esclarecido e culto, mas principalmente cidadãos munidos das condições básicas para a vida, tal como água, comida e acesso à cultura.