ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/06/2020
Em pleno século XXI, tempo historicamente considerado como o representante dos avanços, nota-se que a sociedade brasileira ainda sofre com a dificuldade de acesso à cultura, principalmente no campo cinematográfico. Tal situação é lastimável e contraditória, visto que este é um direito fundamental expresso na Constituição Federal.
Primeiramente, a maioria da população nacional não apresenta a tradição de realizar atividades culturais. Entretanto, esse fato é o reflexo dos preços dos ingressos praticados no Brasil. Ao passo que, as famílias têm outras prioridades orçamentárias, tais como: alimentação, saúde e moradia, o lazer cultural torna-se impossível. Ademais, em um país que convive com o problema da evasão escolar motivada, por exemplo, pela necessidade de inserção prematura e ilegal de crianças e jovens no mercado de trabalho, somente reafirma a precariedade cultural, social e financeira.
Em segundo plano, o cinema por permanecer, infelizmente, associado às camadas mais privilegiadas concentram-se nos centros mais desenvolvidos. Além de representarem a minoria, as salas do interior demoram para exibir as produções contemporâneas, penalizando mais uma vez a massa popular. Logo, nesse aspecto é possível dialogar com o filósofo Sêneca que refere sobre a necessidade da justiça efetiva ser imediata. Para ele como não há equidade, no acesso ao cinema, não há justiça.
Portanto, faz-se necessária a modificação da realidade brasileira garantindo o acesso das famílias às produções cinematográficas, visto tratar-se de uma ferramenta de conhecimento. Assim, parcerias entre as Secretarias de Educação, Cultura e entidades do terceiro setor devem ser estabelecidas com o intuito de realizar campanhas de incentivo à adesão ao cinema, bem como estimular promoções de troca de lixo reciclável por ingressos e redução de consumo energético e hídrico motivados por descontos nas bilheterias.