ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Conforme os dados obtidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, o Brasil está classificado entre os países com maior concentração de renda no mundo, esse quadro é o principal responsável pelas dificuldades diárias de parte da população brasileira. Logo, os recursos dos menos abastados tornam-se insuficientes para obtenção de elementos básicos (roupas, mantimentos, água, luz e afins), por conseguinte, itens como ingressos para ir aos cinemas não fazem parte da vida de muitos. Ademais, segundo as informações do Ministério da Economia, os investimentos públicos em cultura mostram-se baixos, o que contribui para que esse setor, que engloba a sétima arte, não se desenvolva da maneira ideal. Desse modo, intervenções, com o objetivo de democratizar o acesso ao cinema no Brasil, são necessárias.
Em primeiro plano, a Constituição Federal Brasileira,1988, estabelece que é dever do Estado promover a igualdade social, entretanto, diante das pesquisas do PNUD, tal atribuição não tem sido aplicada de forma eficiente. Assim, a camada social com menos renda encontra-se com dificuldades para adquirir produtos essenciais à vida, como alimento e vestuário, consequentemente, frequentar as salas de cinemas não estão entre as prioridades dessas famílias. Além disso, o investimento em cultura é fundamental para que seus estratos sejam desenvolvidos, contudo, diante de poucos recursos federais, o crescimento cultural enfrenta desafios devido à falta de meios financeiros.
De acordo com esse cenário, a camada mais pobre da população brasileira convive com obstáculos para acessar as salas de cinema, uma vez que a falta de recursos dificulta a obtenção de seus ingressos. Além disso, a ausência de recursos monetários suficientes do Estado destinados à cultura amplia as implicações dos desfavorecidos financeiramente em ir ao cinema. Sendo assim, medidas, a fim de garantir que todos possam presenciar a sétima arte, são essenciais à sociedade.
Em síntese, o Estado, como mediador do bem comum, deve cumprir seu papel de reduzir a concentração de renda, essa ação é possível a partir de políticas a exemplo de distribuição de renda direta e promoção de empregos em áreas menos ricas da população. De acordo com tal atitude, as camadas mais carentes, monetariamente, tem mais possibilidades de comprar ingressos. Somado a isso, o Estado deve aumentar os investimentos em cultura e fiscalizar, por meio da Polícia Federal, a utilização dos recursos pelas secretarias de cultura dos Estados e Municípios, o que garante que os setores culturais, inclusive o cinema, tenham seu crescimento garantido. Portanto, com a execução dessas intervenções, o acesso ao cinema no Brasil deve ser democratizado.