ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 22/06/2020

“O homem é condenado a ser livre”, disse Sartre, filósofo francês. Essa liberdade é, muitas vezes, tolhidas de alguns brasileiros devido as desigualdades sociais existentes, associadas a condição econômica que vivem. A partir desse pensamento, pode-se afirmar que há uma exclusão de brasileiros de baixa renda no universo do cinema. Dessa forma, é necessário discutir a indiferença governamental, bem como a diminuição de salas de cinema.

Em primeiro lugar, essa marginalização das populações pertencentes a classes sociais desfavorecidas é impulsionada pelo processo de gentrificação, que elitiza o público dos cinemas e essa marginalização fere o direito ao lazer previsto na Constituição Federal de 1988. Esse problema está associado à indiferença governamental, a qual impera contra o Contrato Social, explicitado por Thomas Hobbes, filósofo. Tal contrato, aborda que o Estado deve fornecer uma vida segura e digna aos civis, e esses, se comprometerem de obedecer normas. Diante disso, quando o Estado restringe o acesso do cidadão ao lazer, ele “inviabiliza” essa obediência, e o cidadão começa a não acreditar mais nessa forma de governo, criando um sentimento de não representatividade.

Em segundo lugar, é válido pontuar que além dessa concentração elitista, há uma diminuição de cinemas pelo país. Isso ocorre devido ao aparecimento de dispositivos que permitem o fácil acesso a filmes de qualquer gênero, alimentando uma maior comodidade para quem assiste. Prova disso, são dados disponibilizados pelo G1, que mostra que 95% das pessoas que foram ao cinema nos ultimos 30 dias referentes a pesquisa, assistem filmes na televisão.

Portanto, para resolver esse impasse, é necessário que o Estado, por ter a função de garantir a igualdade, crie programas sociais que democratizem o acesso ao cinema, por meio de parcerias com empresas que são as donas dos cinemas, garantindo lazer e o bem-estar do cidadão. É necessário, também, que a mídia, pelo seu amplo alcance populacional, se engaje socialmente, incentivando a ida dos brasileiros ao cinema, com a finalidade de preservar essa arte.Portanto, para resolver esse impasse, é necessário que o Estado, por ter a função de garantir a igualdade, crie programas sociais que democratizem o acesso ao cinema, por meio de parcerias com empresas que são as donas dos cinemas, garantindo lazer e o bem-estar do cidadão. É necessário, também, que a mídia, pelo seu amplo alcance populacional, se engaje socialmente, incentivando a ida dos brasileiros ao cinema, com a finalidade de preservar essa arte.