ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 22/06/2020
Desde o início das Revoluções Industriais, o êxodo rural trouxe como herança uma urbanização acelerada. Essa urbanização acaba acarretando na industrialização obrigatória do local, que deveria trazer uma melhor infraestrutura para os habitantes locais. Porém, no aspecto acessibilidade á cultura,especificamente ao cinema, percebe-se que não há harmonia entre a evolução tecnológica e a infraestrutura cultural. Tal problemática é confirmada quando analisa-se a realidade dos portadores de deficiência e dos mais pobres, que acabam encontrando demasiadas dificuldades ao acesso aos cinemas, graças a falta de interesse e planejamento político, que consentem no desrespeito à Constituição.
Em primeira análise, é notório que portadores de deficiências físicas não possuem a mesma acessibilidade aos cinemas que os não portadores. Contudo, apesar da Constituição garantir teoricamente esse acesso para todos, o cinema ainda precisa de grande parcerias entre empresas e instituições para diminuir o grande abismo social existente no Brasil. Segundo um censo do IBGE, mais de 23% da população brasileira é portadora de alguma anomalia física,e isso entra em contradição quando apenas 10% das salas de cinema tem recursos para receber essas minorias sociais.
Ademais, durante toda a história mundial os de menor renda sempre estiveram na base da pirâmide, tendo problemas com a garantia de seus direitos. Isso se confirma no que tange a acessibilidade em questão, onde os mais pobres encontram dificuldades nos preços de entrada cobrados. Além disso, sabe-se que a maioria dos cinemas se encontram nos shoppings, que consequentemente, ficam nos centros. Portanto, é aí que a questão transporte também se torna uma problemática, uma vez que acarretaria mais gastos. O filósofo Durkheim diz que o Estado é responsável pela sociedade e suas adversidades, e quando o direito ao lazer e cultura mais uma vez é infligido, o Estado falha como Instituição.
Portanto, conclui-se que se faz exímia ações que reforcem a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Tais ações serão realizadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), juntamente com o Judiciário. Através desse reforço, punições mais rígidas poderão ser aplicadas aos donos dos cinemas que não garantirem a acessibilidade à todos. Além disso, pequenos cinemas públicos podem ser levantados nas periferias, através de parcerias do MEC e empresas privadas de construção. O preço das entradas também deveriam diminuir, surgindo um paradoxo: o aumento, cada vez maior, do acesso á cultura. Desta forma, poderemos fazer jus á Constituição brasileira, mostrando ser uma nação que possui harmonia entre a grande industrialização e a qualidade de vida humana igualitária.