ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 24/06/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante, em suas disposições, uma serie de direitos sociais. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe, na sociedade brasileira atual é a não plenitude dessa proteção na prática, visto que a democratização do acesso ao cinema tem sido desrespeitado, tanto pelo governo quanto pela sociedade. Sob tal ótica, é imprescindível o debate e resolução dos impasses.

primeiramente, nota-se que a falta de politicas publicas é causa expressa da questão. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade politica americana, disse, em um dos seus discursos, que a politica é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre a acessibilidade ao cinema e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem na questão abordada, fazendo com que sua resolução seja quase utópica.

Ademais, o silenciamento social é causa secundaria do problema. Em consonância a isso, a escritora brasileira, Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão da popularização do acesso ao cinema, já que o estado brasileiro mantem essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis, não demonstram capacidade para elucida-los.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção como forma de solucionar o revés. A população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha de incentivo, que trabalhe paralelamente com ações governamentais, como na questão da democratização do acesso ao cinema. Tal campanha deve ter repercussão nacional e representantes de todos os estados brasileiros, para que se possa cobrar do Estado maiores ações, projetos, planos, metas e investimentos públicos voltados para a sociedade. Espera-se, dessa forma, que a população possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria. Assim, as garantias sociais da Constituição Federal terá eficácia plena no presente.