ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 22/07/2020

O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este deveria ser livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Dessa forma, observa-se que o acesso ao cinema reflete um cenário desafiador, seja em virtude da dificuldade de locomoção de pessoas especiais, seja pela falta de opções para deficientes auditivos. Logo, salienta-se a necessidade de discutir os aspectos sociais e políticos que envolvem essa questão.

Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a dificuldade de locomoção de pessoas necessitadas rompe essa harmonia, haja vista que diariamente pessoas cadeirantes enfrentam um grande obstáculo no transporte público.

Outrossim, destaca-se a a falta de opção para deficientes auditivos  como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha pensamento, observa-se que a pouca diversidade de filmes em línguas de sinais é um processo que deve ser debatido entre a sociedade.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Sartre pudesse se orgulhar.