ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 22/07/2020

O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este deveria ser livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Dessa forma, observa-se que o acesso ao cinema reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de legislação, seja pela má representação midiática. Logo, salienta-se a necessidade de discutir aspectos sociais e políticos que envolvem essa questão.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, têm-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange ao acesso no cinema brasileiro.

Além disso, a democratização do acesso encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o acesso ao cinema no Brasil. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Sartre pudesse se orgulhar.