ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 02/08/2020

No livro “Utopia”, de Thomas More, a obra mostra uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e infortúnios. Fora dos limites ficcionais, a realidade não se mostra tão encantadora, devido às dificuldades de acesso ao cinema brasileiro. Tal situação se agrava, sobretudo, em virtude da grande concentração nos grandes centros urbanos e do direcionamento à indivíduos favorecidos economicamente.

Em primeira análise, é verossímil levar em consideração a falta de distribuição igualitária de estabelecimentos cinematográficos. Isso é um problema, pois demasiada parte da nação não consegue desfrutar dele, devido à sua maior disponibilidade estar em grandes núcleos populacionais. Como consequência, injustamente, apenas uma minoria é beneficiada. Essa questão pode ser comprovada segundo a pesquisa do site Meio e Mensagem, a qual revelou que 83% da população não o frequenta.

Em segunda análise, é plausível ressaltar o favorecimento de pessoas com boa condição financeira. Isso sucede devido aos elevados preços de ingressos que não são acessíveis a todos os habitantes. Consequentemente, forma-se uma desigualdade social, por não ser justo para todo o público. Essa noção é disseminada pelo romancista Victor Hugo, em sua frase “A primeira igualdade, é a justiça”.

Dessa forma, fica evidente o quão prejudicial é a ausência de acesso ao cinema no Brasil. É necessária, portanto, uma ação do Ministério da Cultura, que deve disponibiliza-lo para todos os habitantes, por meio de projetos que visem alcançar esse objetivo, como cinemas móveis gratuitos, em praças e espaços públicos, com o intuito de democratizar seu alcance. Assim, será possível abolir, em parte, essa problemática.