ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 17/08/2020
Por intermédio de uma invenção para colaborar no meio científico desenvolvida pelos irmãos Lumière, surge o cinema que se tornaria um instrumento de contar estórias e que percorreria décadas transformando gerações. O cinema é uma ferramenta de lazer, diversão, educação e que todos os brasileiros deveriam ter acesso. No entanto, a realidade é outra, muitas populações foram excluídas do mundo cinematográfico por suas condições financeiras ou por não viverem em áreas privilegiadas. Diante disso, para que haja a democratização do acesso ao cinema brasileiro, cabe a discussão de dois fatores: a desigualdade social e a urbanização.
Em primeiro plano, é fundamental compreender que a desigualdade social tem relação direta com a falta de acesso da população menos favorecida ao cinema. Isto é, indivíduos que trabalham muito e recebem pouco, não conseguem pagar o ingresso ou em suas cidades não tem cinema, como não são de áreas de renda mais alta. Além disso, a desigualdade está atrelada necessariamente ao modo de produção capitalista que não é justo. Isso porque, o filósofo e sociólogo Karl Marx acredita que os cidadãos carecem ser averiguados segundo às circunstâncias de suas situações sociais, pois estabelecem-se em segmentos. Dessa maneira, entende-se que o cinema tornou-se um entretenimento restrito para as pessoas com condições socioeconômicas favorecidas, o que representa um obstáculo pela democratização do meio cinematográfico.
Em segundo plano, a urbanização foi uma das causas na qual tornou o cinema brasileiro menos acessível, em virtude da industrialização acelerada e o êxodo rural presente. Assim, no governo JK com o plano “50 anos em 5” que buscava industrializar o Brasil, a falta de organização, infraestrutura e valorização cinematográfica, ocasionou uma mudança geográfica no cinema. Mesmo com a reorganização das salas de cinema, ela ficou centralizada nas grandes cidades e nos locais de classes mais elevadas. Por conseguinte, pessoas que vivem no Norte e Nordeste do país e das periferias urbanas, não possuem um acesso da mesma forma nos lugares economicamente mais favorecidos como no sul e sudeste do país.
Portanto, é importante que sejam criados mecanismos para que todos possam frequentar este espaço. O Ministério da Economia e secretaria da cultura devem investir em melhores preços dos ingressos e na construção de novos cinemas em áreas menos privilegiadas, por meio do repasse de verbas do governo federal, a fim de que tenha mais inclusão dos mais pobres a cultura e igualdade na sociedade. Desse modo, o Brasil caminhará para mais perto da democratização do acesso ao cinema.