ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 19/08/2020
De acordo com o filósofo chinês Confúcio: A cultura está acima da diferença social. Observa-se, portanto, a importância da propagação cultural e o contato dos indivíduos com a mesma. Porém, o que se presencia na sociedade contemporânea vai de encontro com tal pensamento, uma vez que, a falta de políticas efetivas e de investimentos estatais impedem a democratização do cinema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a relevância da sétima arte na vida dos cidadãos. Para Immanuel Kant - um dos expoentes do Iluminismo - o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, conclui-se, que a aproximação com a cultura é capaz de moldar o ser humano. Atuando não apenas como entretenimento, mas também no campo cívico. O cinema apresenta temas sociais, diferentes realidades e estimula a criatividade.
Além disso, urge salientar a conduta governamental frente a inércia. Conforme afirma o filósofo germânico Hegel, “O Estado é pai do povo e cabe a ele cuidar de seus filhos”. Consoante a isso, a Constituição de 88 - lei máxima e suprema do Brasil - garante o direito ao lazer e ao bem-estar à coletividade. Conquanto, uma pesquisa feita pela Ancine, apontou que apenas 17% da população brasileira frequenta o cinema. Essa estatística evidencia e reafirma a problemática.
Averigua-se, desse modo, que medidas efetivas precisam ser tomadas para combater a questão. O Governo Federal na figura de Ministério da Cultura deverá criar políticas públicas e mapear as áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos que não possuem salas de cinema, a fim de contruí-las e promover preços acessíveis, garantindo que todos tenham acesso. A mídia, como elemento persuasivo, deverá criar campanhas e propagandas que abordem o valor do cinema na construção de uma sociedade.