ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 29/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 °, o direito ao lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal privilégio não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa a seletividade do acesso ao cinema no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante.
Contudo, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a não democratização do ingresso aos cinemas. Nesse sentido, diversas pessoas, principalmente de regiões mais precárias, não consegue assistir e valorizar a cultura exposta nas grandes telas. Essa situação, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de proteção que os cidadãos usufruem de direitos indispensáveis, como o lazer, o que infelizmente é evidente no país .
Ademais, é fundamental apontar como posições físicas de determinada pessoa como impulsionadora dessa seletividade no Brasil, pois diversas salas de cinemas não possuem condições necessárias. Segundo o site “Meio e Mensagem”, apenas cerca de um quinto da população brasileira frequenta como salas de cinemas. Diante disso, é notório que a desigualdade em nosso país está ficando cada vez mais evidente. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de voluntários, construa salas de cinema até nas regiões mais precárias do Brasil e, se possível, liberar o ingresso livre, para, assim, facilitando o acesso a esses locais, a fim de valorizar cada vez mais a rica cultura nacional. Dessa forma, se consolidará uma sociedade mais democrática, na qual o Estado desempenha corretamente o “contrato social”, tal como afirma John Locke.