ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 03/09/2020

De acordo com a Constituição Federal promulgada em 1988, que assegura à população o acesso ao bem-estar social. No entanto, tal ótica se mostra distante da realidade prometida à sociedade, haja vista que os cinemas brasileiros recebem um público cada vez menor. Dessa forma, entende-se que a desigualdade regional, bem como a elitização do acesso ao cinema apresentam-se como obstáculos na democratização do cinema. Primeiramente, vale ressaltar que o acesso à esfera cinematográfica é mal distribuído no território. Acerca disso, apenas 20% dos brasileiros frequentam o cinema de suas cidades, como afirmado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Sob tal ótica, esse cenário está fortemente atrelado ao fato de que as empresas exibidoras em sua maioria, estão concentradas nas grandes metrópoles, as quais lhe dão mais lucro, de modo que as populações inteiras são excluídas do universo do cinema ou continuam mal atendidas como o Norte e Nordeste. Ademais, outro fator responsável pela deficiência da democratização do cinema e o custo alto dos ingressos, ainda mais que parte dos cinemas se localizem em “shoppings centers”, dificultando o acesso a classe mais vulnerável que vivem na periferia. Outrossim, 88% dos telespectadores, assistem a filmes na Tv regularmente. Isto está em consonância com os dias atuais , pois com a criação de plataformas digitais, o indivíduo teve um acesso mais eficaz em relação aos filmes, com a opção de assistir várias vezes. Thomas Hobbes afirma que “o Estado é responsável em oferecer o bem-estar da população”, logo medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Fica evidente, portanto, que nem todos têm acesso ao cinema como entretenimento. Logo, cabe ao Ministério da Cultura- órgão responsável pelo sistema cultural brasileiro - garantir à população a oportunidade de frequentar um cinema, por intermédio de políticas de desconto na compra dos ingressos de acordo com a renda, a fim de incluir toda a sociedade no “mundo cinematográfico”.