ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 10/09/2020
Até a primeira metade do século XX, o cinema ganhou muita força, isso aconteceu por conta de atores como o Charlie Chaplin, esse que atuava em papéis de filmes que ironizavam acontecimentos recentes ou contemporâneos época do ator, como a Revolução Industrial. Dito isso, percebe-se que um dos motivos pelo o qual fez o cinema crescer no século passado foi que os diretores e roteiristas de cinema decidiram retratar pautas e assuntos do cotidiano em seus filmes. Por certo, é importante, então, que os profissionais brasileiros desse meio criem “fórmulas” e meios assim para que consigam atrair um público maior no Brasil e, assim, conseguir democratizar o acesso ao cinema no país.
Em primeiro lugar, vale mencionar que o valor do ingresso nos cinemas não é um preço acessível para todos, chega a ser abusivo, principalmente quando se fala sobre o valor integral (a “inteira”). Além disso, há outros motivos que fazem o brasileiro se sentir desmotivado para ir a um cinema, como: a maioria dos brasileiros sabe que, um dia, os “lançamentos” chegarão à TV aberta ou a serviços de “streaming”; fora isso, há a preguiça, a escassez de cinemas geograficamente próximos das casas de alguns desses e as péssimas condições dos transportes públicos (que poderiam transportar possíveis clientes).
Ademais, outro fator que dificulta essa democratização é a falta de investimentos em filmes nacionais e a falta de interesse nesses por parte da população, essa que, muitas das vezes, se restringe a gostar apenas de filmes estrangeiros. Por conta disso, a população esquece e desvaloriza filmes nacionais, que são alguns sucessos nacionais pela a crítica internacional, como “Tropa de Elite” e o “O Auto da Compadecida”.
Portanto, medidas são necessárias para que ocorra uma democratização do acesso ao cinema no Brasil. Dessa forma, o governo, através de Ministérios e Secretárias ligados a assuntos relacionados à cultura, devem apoiar e financiar produções de filmes nacionais, que poderiam falar sobre pautas nacionais e cotidianas do brasileiro e, além disso, poderiam investir em publicidade em cima desses. E depois, os mesmos poderiam procurar parcerias com shoppings e cinemas a fim de reduzir os preços dos ingressos. Outra solução também é que o Ministério do Desenvolvimento Regional e a Secretária Especial da Cultura incentivem a criação de mais shoppings e cinemas em diversas regiões do país.