ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 21/09/2020

Importante e Controverso. Essa é a realidade quando se fala do acesso ao cinema, no Brasil, visto que é um meio, mídia, que cresce bastante em telespectadores, no mercado, propagandas, e já não se relaciona com entretenimento, apenas, mas tem uma significativa participação na educação e na cultura. Essa conjuntura é uma marca da sociedade em rede, novos meios de informação, são características intrínsecas dessa evolução, entrar na sala de cinema, com o intuito de se divertir, e sair dela com um aprendizado, reflexão. Entretanto, infelizmente, ainda é um privilégio para poucos, tornando o acesso restrito e nada democrático, e isso ocorre devido aos altos preços cobrados pelas empresas de cinema, nos ingressos e serviços, e a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, em regiões periféricas do país.

Convém ressaltar, a princípio, nos altos preços cobrados nos ingressos e serviços, pelas empresas de cinema, espalhadas pelo Brasil. Analisando a morfologia da palavra “democracia”, demo significa povo, cracia significa poder/governo, simplificando, poder ou governo do povo. Nesse prisma, os altos preços taxados impossibilitam o acesso ao cinema de tornar-se democratizado e acaba restringindo a cultura, lazer e educação de chegar à todas as realidades. O filósofo Jurgen Habermas defende a ideia da “Comunicação e Linguagem”, a importância de se comunicar e poder de transformação que tem a linguagem. Paralelo a isso, o cinema é um grande agente comunicador e usa de diversas formas de linguagem, seja visual, sonora,  para se relacionar com o telespectador, causar reflexão, promovendo a cultura em diversos casos, e tirar esse direito, em nome no lucro, dinheiro, é lastimável.

Além disso, é importante salientar a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, em regiões periféricas do país. Grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, região sudeste especificamente, que tem uma atenção privilegiada por ter um comércio gigante e grande movimentação de dinheiro, não apresentam as mesmas limitações e escassez de investimentos em infraestrutura como na região nordeste. Há uma falta de comunicação do Governo com essas regiões e, cabe a este, tomar medidas para a resolução desse impasse.

Portanto, para que o haja uma democratização do acesso ao cinema, no Brasil, medidas são necessárias. O Governo, em parceria com as empresas de cinema e a Ancine, órgão responsável por regular e fiscalizar o cinema nacional, devem investir, de forma eficiente, em políticas públicas e projetos sociais, que visam a construção de salas e espaços apropriados, nas regiões sem acesso, com preços acessíveis, fomentando a inclusão social dessa camada da sociedade, fazendo assim, a importante e necessária comunicação, defendida por Habermas.