ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 21/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 25, assegura qualidade de vida à todos. Contudo, ao analisar o desigual acesso ao cinema, que contribui para a qualidade de vida, vemos que esse direito está sendo violado. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar o desigual acesso ao cinema no Brasil, devido não só ao desinteresse do Governo, como também da acomodação empresarial que prioriza o setor de exibição cinematográfico das classes mais abastadas.
Em primeiro plano, vale salientar que a falta de interesse governamental frente à cultura, e consequentemente ao cinema, é explícito. Isso pode ser constatado pelo fato de hoje não existir mais Ministério da Cultura, é secretaria especial, Além de que a qualidade dos profissionais a frente dessa secretaria vai desde neonazista, Roberto Alvim, até minimizadora da ditadura, Regina Duarte. Dessarte, o desleixo e descaso estatal frente a cultura afeta todas as suas áreas subjacentes.
Ademais, aliado ao desleixo do governo tem também a acomodação empresarial que preferem concentrar seus investimentos nas classes mais ricas. Tal fato é “justificado” por nesta área, o cinema, haver irrisória intervenção estatal, e com isso essas empresas tem que lidar sozinhas com as crises esporádicas brasileiras, ou seja, a incerteza da estabilidade financeira das classes menos favorecidas afugentam os empresários. Dessa forma, cria-se um empresariado concentrador de investimentos.
Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, o Presidente da República deve recriar o Ministério da Cultura por meio de medida provisória, que deverá ser aprovado pelo Congresso, com a finalidade de garantir maior importância e verba à cultura, e por conseguinte aos cinemas. Com isso, o então Ministério da Cultura deverá fazer um projeto de parceria com a iniciativa privada, que criará cinemas para as classes menos favorecidas, democratizando um pouco mais o acesso ao cinema e fazendo valer, ao menos em parte, a Declaração Universal dos Direitos Humanos no Brasil.