ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Importante e Controverso. Essa é a realidade quando se fala do acesso ao cinema no Brasil, visto que é um meio que cresce bastante em telespectadores, no mercado, propagandas, e já não se relaciona com entretenimento, apenas, mas tem uma significativa participação na educação e na cultura. Essa conjuntura é marca da sociedade em rede, novos meios de informação, são características intrínsecas dessa evolução, entrar na sala de cinema, desfrutar das tecnologias dos óculos 3D e da tela de IMAX, atividade de lazer, e sair dela com um aprendizado, reflexão. Entretanto, infelizmente, ainda é um privilégio para poucos, tornando o acesso restrito e nada democrático, e isso ocorre devido aos altos preços cobrados pelas empresas de cinema nos ingressos e serviços, e a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, nas regiões periféricas do país.

Convém ressaltar, a princípio, os altos preços cobrados nos ingressos e serviços, pelas empresas de cinema, espalhadas pelo Brasil. Analisando a morfologia da palavra “democracia”, demo significa povo, cracia significa poder/governo, simplificando, poder ou governo do povo. Nesse prisma, os altos preços taxados impossibilitam o acesso ao cinema de tornar-se democratizado e acaba restringindo a cultura, lazer e educação de chegar à todas as realidades. O filósofo Jurgen Habermas defende a ideia da “Comunicação e Linguagem”, a importância de se comunicar e o poder de transformação da linguagem. Paralelo a isso, o cinema é um grande representante desse ideal, visto que a comunicação e a linguagem tem vários meios, mecanismos, que possibilitam sua difusão. Com o cinema é igual, este, usa de diversas formas, através da sua arte, para se relacionar com o telespectador, causar reflexão, promovendo a cultura em diversos casos, e tirar esse direito, em nome do lucro, é lastimável.

Além disso, é importante salientar a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, em regiões periféricas do país. Em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, região sudeste especificamente, é notável nas ruas, casas, parques, salas de cinema, as condições privilegiadas de infraestrutura e acesso que, regiões como o nordeste, não possui. Além dos altos preços cobrados, as pessoas que moram na periferia sofrem com a falta de espaços adequados para desfrutar do acesso ao cinema. Há uma falta de comunicação do Governo com essas regiões e, cabe a este, tomar medidas.

Portanto, para que haja uma democratização do acesso ao cinema, no Brasil, medidas são necessárias. O Governo, em parceria com as empresas de cinema e a Ancine, órgão responsável por regular e fiscalizar o cinema nacional, devem investir, de forma eficiente, em políticas públicas que visam a construção de salas e espaços apropriados, nas regiões sem acesso, com preços acessíveis, fomentando a inclusão social, fazendo assim, a comunicação, defendida por Habermas.