ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 03/10/2020
Cinco reais o refrigerante; vinte, a pipoca; vinte e três, o ingresso. - É o que está escrito na maioria dos folders, cartazes e placas de cinemas, afinal, não infringem os limites do Procon. A maior parte, ficam em shoppings e, menos de 20%da população tem acesso a eles, de acordo com o IBGE. Pois é, os cinemas são muito burocráticos.
Como indicam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a renda média do cidadão é menor que uma vez e meia o salário mínimo mensal, adicionado com as contas e comidas a pagar e até mesmo famílias a sustentar, fazem com que muitas pessoas não invistam em cultura cinematográfica, ou por ser muito caro, ou por não terem dinheiro, ou até mesmo por ser muito longe, como mostram os dados.
Como noticiam os jornais, hoje, com os serviços de “streamings” - muitas vezes mais baratos que os cinemas - o povo prefere assistí-los ao invés de ir ao cinema, mas isto também tem pontos negativos, como por exemplo, majoritariamente seus filmes serem estrangeiros e fazerem a sociedade desvalorizar o cinema nacional.
Todos esses problemas já citados, causam muitas consequências, como a desvalorização falada, a perda de cultura da população que pode se desinterresar ou mesmo a desinformação cultural e social delas que pode causar, ainda, um propagamento maior de notícias falsas.
Para resolver todos esses problemas o ministério da cultura deveria instabilizar preços mais acessíveis, de modo a chamar mais a atenção do público e em conjunto criar mais cinemas no interior, para o mesmo. Poderia também fazer parcerias com serviços de streamings para catalogar mais filmes nacionais em objetivo de maior alcance e valorização do cinema nacional.
Em adição a essas soluções, o ministério também deveria incentivar a valorização do cinema brasileiro, por meio de propagandas na televisão aberta ou exibir filmes em telões para carros, por exemplo, em troca de produtos para a caridade que também ajudaria a comunidade local.