ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 06/10/2020

Importante e controverso, essa é a realidade quando se fala do acesso ao cinema no Brasil, visto que é um meio que cresce bastante em telespectadores, no mercado, notícias, e já não se relaciona com entretenimento, apenas, mas tem uma significativa participação na educação e na cultura. Essa conjuntura é marca da sociedade em rede, novos meios de informação e comunicação, são características intrínsecas dessa evolução, entrar na sala de cinema, desfrutar das tecnologias presentes no projetor, tela IMAX, óculos 3D, uma atividade de lazer, e sair da sessão com um aprendizado, reflexão. Entretanto, infelizmente, ainda é um privilégio para poucos, visto que são poucas as áreas com infraestrutura e condições para usufruir desse direito, tornando o acesso restrito e nada democrático, e isso ocorre devido aos altos preços cobrados pelas empresas de cinema nos ingressos e serviços, e a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, nas regiões periféricas do país.

Convém ressaltar, a princípio, os altos preços cobrados nos ingressos e serviços, pelas empresas de cinema, espalhadas pelo Brasil. Analisando a morfologia da palavra “democracia”, demo significa povo, cracia significa poder/governo, simplificando, poder/governo do povo, o qual tem seus direitos e deveres assegurados, mas não é o que acontece de fato. As empresas, que taxam altos altos preços, impossibilitam o acesso ao cinema de tornar-se democratizado e acaba restringindo a cultura, lazer, educação, os direitos, de chegar à todas as realidades. O filósofo Habermas defende a ideia da “Comunicação e Linguagem”, a importância de se comunicar na vida do ser humano. Na própria história, a escrita é um marco, dividindo a pré-história dos demais períodos. Paralelo a isso, o cinema é um grande representante desse ideal, já que se comunicar é sua principal função, utilizando de diversos mecanismos, o que o classifica como arte, atingindo e solicitando a participação do telespectador, mas, em nome do lucro, isso não é um direito dado à todos.

Além disso, é importante salientar a falta de investimento do Governo, em infraestruturas, em regiões periféricas. É notável a desigualdade existente no acesso ao cinema, no Brasil, quando apenas 17% da população tem essa regalia, segundo o Fórum Anual da Ancine (órgão responsável por regular e fiscalizar o cinema nacional), e se concentra nos grandes centros urbanos, onde há maior movimentação de capital, reflexo de um exclusivismo social, característico de um país “democrático”.

Portanto, para que haja uma democratização do acesso ao cinema, no Brasil, medidas são necessárias. O Governo, em parceria com as empresas de cinema e a Ancine, devem investir, de forma eficiente, em políticas públicas que, por meio de projetos sociais de inclusão, construam espaços apropriados, nas regiões sem acesso, com preços acessíveis, fomentando a inclusão social de direito.