ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/10/2020
O filme norte-americano “Avengers End Game”- dirigido pelos Irmãos Russo-, lançado em 2019, arrecadou milhões de dólares em bilheteria e se tornou a maior obra assistida da indústria cinematográfica mundial. Hodiernamente, a democratização do acesso ao cinema no Brasil é um empecilho, visto que há uma pirataria existente e parte da população não encontra tempo para o lazer. Dessa forma, isso é um problema e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
Por certo, a lucratividade é vista como principal objetivo da indústria do cinema, contendo assim a democratização. Nessa perspectiva, torna-se imprescindível retomar a visão de Thomas Hobbes, a qual diz que o ser humano é datado de ambições que independem do bem-comum. Isto é, por se tratar de um ramo da cultura que necessita de muito investimento, os proprietários das empresas cinematográficas dão prioridade às áreas onde o retorno - lucro - será imediato, ou seja, parcela da população (classe média e baixa) poderá ficar isenta da atividade. Desse modo, não é razoável que a desigualdade no acesso à cultura permaneça em um país que almeja se tornar nação desenvolvida. Outrossim, na visão de Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Nesse contexto, faz-se necessário que essa atinja a todo mundo para que todos possam ser movidos igualmente, porém, devido aos altos custos e sua localização, o benefício de acessar ao cinema se restringe aqueles que têm melhores condições financeiras. Por conseguinte, resultando em uma elitização do cinema.
Desse modo, é evidente, que medidas são necessárias para amenizar o impasse. Cabe ao Governo, juntamente aos Ministérios de Educação e Cultura, promover esse acesso por meio da criação de espaços cinematográficos em regiões deficitárias e disponibilizar um auxílio financeiro cultural para o custeio do ingresso de famílias de baixa renda. Dessa forma, serão exibidos clássicos de todos os gêneros, em especial o nacional, a fim de despertar o senso crítico e o conhecimento histórico-cultural local de cada telespectador. Contudo, somente assim, o acesso democrático ao cinema não será restrito à ficção.