ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 06/10/2020

Quando os irmãos Lumière inventaram o Cinematógrafo, um novo universo de cultura havia sido descoberto, visto que, podiam usar o aparelho para captar e gravar movimentos da realidade e reproduzi-los mais tarde. Dessa forma, o Cinema surgiu e ficou conhecido como “A Sétima Arte” no mundo. E diante disso, o mundo foi revolucionado por conta das ideias mostradas dentro do cinema. Mas o que fazer quando nem todos têm acesso a esta arte, ou acesso a qualquer cultura em si?

A partir de dados divulgados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) percebe-se que, entre 1975 e 2020, o número de salas de cinema decresceu de 3000 distribuídas em cerca de 80% delas nas cidades do interior, para 1000 em 1997 por conta da expansão dos shopping centers e chegando às atuais 2200 salas. Onde com esta expansão, houve um aumento no preço do ingresso que antes era acessível e hoje chega a uma média de R$15,00 (quinze reais), preço cujo qual muitas pessoas não possuem condições de pagar por conta da centralização da salas nas capitais com o objetivo de capitalizar a arte e aumentar os lucros das empresas, privilegiando mais as áreas de renda alta por possuírem condições de consumir o conteúdo.

Além disso, analisando dados divulgados pelo G1, é possível perceber que em uma média feito com base no tamanho da população faz se uma concepção de que a população teria ido apenas uma vez no cinema durante o ano todo. Logo, é perceptível que a disparidade social existente no país contribui para a falta de acesso à cultura, uma vez que há uma segregação de classes que impossibilita aqueles com renda baixa de consumir o conteúdo.

Por conseguinte, se faz necessário a tomada de medidas para que isso seja revertido. Como um processo de reversão, vê-se que o Governo Federal deva investir no cinema nacional e na expansão de salas de cinemas para as cidades do interior com preços acessíveis, com a finalidade de viabilizar o acesso às artes por todos.