ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 06/10/2020

O teatro teve início na Grécia no século VI a.C. e nas apresentações eram expostas ao público festas, homenagens a deuses e críticas ao governo da época. Na Roma Antiga a “Panem et circenses” (política do pão e circo), oferecia a população, além do entretenimento, alimentação. Em ambas as civilizações da antiguidade o teatro tinha grande importância a população, com a formação de cidadãos reflexivos aos acontecimentos do período em que viviam. Entretanto, o baixo incentivo à valorização cultural nas escolas e a excessiva mercantilização da cultura, dificulta a democratização do acesso ao cinema no país. Dessa maneira, faz-se relevante a análise dessa conjuntura afim de mitigar tal carência social.

A priori, é válido ressaltar que durante o Renascimento Cultural a cultura possuía grande relevância no âmbito social e era usada como forma de transmitir conhecimentos. Todavia, é nítido a baixa valorização da cultura na sociedade brasileira, uma vez que o acesso ao cinema, como forma de construir e ampliar os aprendizados, encontra-se pouco explorado. Isso ocorre, pois grande parte das escolas, responsáveis pela formação de seres pensantes, interessa-se, geralmente, pela transmissão de conteúdos técnicos, que serão pouco utilizados na vida cotidiana dos alunos, em vez de incentivar as habilidades socioculturais dos estudantes. Portanto, pode-se relacionar o deficitário estimulo com a restrita ida aos cinemas.

Ademais, é válido ressaltar que, a Indústria Cultural também contribui para tal déficit, já que, os sociólogos da Escola Frankfurt  ressaltaram seu uso para obtenção de lucro. Em relação a isso, a grande mercantilização dos bens culturais, ressalta ainda mais a segregação social, visto que grande parte da população brasileira é desprovida de recursos financeiros passíveis a investimentos culturais para si próprio, sendo dificultado o acesso a esse tipo de lazer. Dessa maneira, torna-se imprescindível que medidas devem ser tomadas para atenuar tal problemática.

Verifica-se, então, a necessidade de medidas que ampliem o acesso ao cinema no Brasil. Para isso, é dever do Ministério da Educação - órgão responsável pelo desenvolvimento cognitivo de crianças e jovens - inserir na grade curricular das universidades, principalmente dos cursos da área da educação, matérias que visem ensinar aos jovens a valorização da cultura, afim de estimular a ida ao cinema, bem como todas as atividades culturais. Paralelamente a isso, cabe ao Ministério da Cultura, oferecer à população periférica, esporadicamente, ingressos de cinema, teatros, exposições de arte, entre outros; por meio de programas em escolas públicas, com o intuito de formar seres pensantes que possam contribuir de forma ativa com a sociedade.