ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Ao decorrer do longo processo de construção da cultura em sociedade, o ideal cinematográfico foi consolidado em âmbito social de forma avolumada. Desde o início do século XX o cinema tinha o intelecto e intuito para ser apenas o meio de dominação à adesão de massas ao governo. Porém, se tornou algo além de apenas uma representação se volvendo a uma revolucionária expressão cultural no mundo todo. Embora o cinema tenha se popularizado posteriormente, é notório sua limitação em contemporaneidade onde grande parte da população não tem acesso. Destarte, significantes mudanças podem ocorrer, desde que acompanhadas da união coletiva e à diminuição do custo do ingresso para maior ampla acessibilidade.
Primeiramente, é indubitável dizer o cinema sempre foi um recurso destinado às elites, evitando classes inferiores de terem tal alcance. Desta forma segundo a escritora Leticia Butterfield ‘‘Inclusão é um direito daqueles que precisam, e incluir é um dever de todos’’. Portanto, constata-se que mesmo leis impostas, a degradação por grande parte do povo continua uma variável constante assim moldando o posicionamento do cidadão em acreditar que o cinema parte apenas de uma parcela da sociedade, o que enfraquece o princípio da inclusão de todos para o direito de entretenimento e lazer.
Dado isso, parte da grande população perpetua os problemas dentro do corpo social em meio que restringem o acesso ao cinema por meio do custo de ingressos. Nesse sentido, em questão da teoria de percepção da sociedade, política e economia o filósofo Marx trás suas teorias marxistas onde principalmente diz que a sociedade sobrevive através da luta de classes (um conflito entre uma classe social que controla os meios de produção e a classe trabalhadora, que fornece a mão de obra). Partindo deste conceito observa-se uma crise coletiva em um sistema desigual sem progresso e proveitos de uma grande cultura, de forma que a disponibilidade de ir ao cinema é medida pela renda nacional, o que torna uma democratização algo inviável.
Diante aos fatos mencionados, é plausível que medidas devem ser realçadas para a melhoria no país. Sob tal ótica a CDHEP - órgão dirigente de esferas econômicas, políticas, sociais e culturais - pende a incentivar e investir em materiais de sustentabilidade a longo prazo, juntamente de empresas qualificadas para tal afim de transparecer sua progressividade em ação para o fim da desigualdade no acesso ao cinema cultural. Isto posto, cabe ao governo tratar destas situações, dispondo de ações para a diminuição de custo para o ingresso no cinema de forma que todos sem exceção irão ter admissão para essa cultura expressionista. Para que assim sirvam de empecilhos na iniciativa para o desenvolvimento econômico e político em busca de um país melhor e igualitário.