ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 06/10/2020

No filme “Coringa”, lançado em 2019, Arthur Fleck, um homem de baixa classe social em Gothan, precisa entrar no cinema para encontrar um empresário, Wayne, sendo forçado a se vestir como um operário do estabelecimento para entrar, por ser um cinema muito frequentado por um público rico. Modernamente, a democratização do acesso ao cinema é infelizmente uma realidade do Brasil. Nesta situação se tem um complexo social que deve ser esclarecida, posto que, compromete a prática da cidadania, assim contribuindo para a desunião social.

Por sua vez, essa democratização no cinema vai a embate aos direitos humanos (também conhecido como as ideias da Carta Magna). A Constituição Federal definiu o Brasil como um país democrático, que se intensifica cada vez mais no âmbito social. Lamentavelmente, essa intensificação não é contemplada na indústria cinematográfica – sendo visto pelo porcentual de acesso ao cinema – segundo a fonte “Meio e Mensagem”, alcançando em volta de 17%. Dessa forma, o Poder Público sem fazer o seu papel constrói um desacato acima da população, mesmo tendo o direito como dito na Constituição, mas não é praticada.

Outrossim, a exclusividade do cinema é bem favorecida economicamente e assim contribuindo para a segregação social. De acordo com a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o Brasil possui mais de 2.200 salas, e logicamente concentrado em áreas onde se tem a renda mais alta nas grandes cidades. Esta realidade contribui a marginalização das camadas mais pobres da sociedade, o que pode ser visto pela perspectiva do filósofo Pierre Bourdieu, assim afirmando que o acesso ao “Capital Cultural” –também chamado como conhecimentos culturais - entre as classes mais baixas e altas influenciam muito na subjunção.

Com base nos fatos, percebe-se uma necessidade de mudança nessa democratização. Para o Governo Federal – junto do Ministério da Cultura – deve-se aumentar o número de salas sem ter o foco nas capitais, assim ampliando a acessibilidade dos habitantes, que carece com a liberação de verbas e impostos pelo Tribunal das Contas Públicas. Como resultado, cumprindo o princípio democrático determinado pela Constituição.