ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Propagado pela ONU a Organização das Nações Unidas, em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os seres humanos o direito ao lazer e ao bem-estar social. Assim, o decreto é o reflexo do Brasil do século XXI, tendo em vista que grande parte da população brasileira não é possibilitada do desfrute desse direito universal. Contudo, é perceptível que a sociedade brasileira ainda apresenta com obstinação a exclusão da parcela deficiente física com a falta de acessibilidade necessária, bem como a limitação audiovisual sendo banalizada com seus devidos recursos, tornando-se capacitista. A partir disso, verifica-se a necessidade de medidas para atenuar esse problema.
Sob tal viés, nota-se, de início, que a desigualdade à ¨democratização do acesso ao cinema¨ para pessoas com deficiência física, está enraizado na cultura brasileira. Logo, de acordo com o Estatuto da pessoa com deficiência, menos de 10% das salas de cinemas do Brasil possuem a transitabilidade fundamental à estes indivíduos com assentos apenas na primeira fileira, consequentemente possuem a má qualidade para visibilidade. Dessa maneira,é cognoscível o quão, mesmo com o passar dos anos e a evolução humana, ainda existem cidadãos que agem com normalidade acerca de tal problemática, visualizando- se no âmbito social, notícias que evidenciem a agravante.
Outrossim, é explícita a falta de recursos ao público com austeridade auditiva e visual e conforme o Correio Braziliense, aproximadamente 6,5 milhões de brasileiros declaram ter um empecilho visual e auditivo. Entretanto, o filósofo Thomas Kuhn afirma que ¨o que um homem vê depende tanto daquilo que ele olha como daquilo que sua experiência visual- conceitual prévia o ensinou a ver¨. Todavia, a perspectiva adotada pelo estudioso relaciona-se com a disponibilização desses recursos de forma individualizada para os espectadores, de fato, essa problemática continua assolando o desenvolvimento da sociedade e fomentando o capacitismo.
Em face a tais informações, portanto, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar a barreira. Deste modo, cabe ao Governo Federal como órgão responsável pelo bem-estar e lazer da população, a elaboração de um plano nacional, a fim de incentivar as práticas cinematográficas, de modo a instituir o desenvolvimento das atividades artísticas públicas, de modo que proporcione o sitema de libras e audiovisual nas salas, com intuito de auxiliar o entendimento dos indivíduos com problemas de audição e visuais. Concomitantemente, o Poder Executivo Federal, deve desenvolver projetos que informem sobre a importância a igualdade e inclusão no acesso ao cinema, tendo em vista a disponibilidade de recursos adequados para a construção de assentos elevados e rampas para limitadores físicos.Assim concretizará o artigo 215 da Constituição gerando o respeito.