ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/10/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos o direito ao amplo acesso aos bens culturais nacionais. Entretanto, essa garantia é deturpada, visto que o contato com a cultura cinematográfica não é efetivo na totalidade do território nacional. Notoriamente, é imprescindível acionar medidas para mitigar os entraves da consolidação dos direitos constitucionais.
Primordialmente, destaca-se a valorização e utilização da cultura como ferramenta de transmissão de conhecimento no Renascimento, movimento artístico e intelectual de transição entre a Idade Média e Moderna. Contudo, a situação é pouco experimentada no corpo social brasileiro, uma vez que o acesso ao cinema para expandir a construção dos saberes não é ampliada. Esse panorama lamentável agrava-se com a negligência das instituições educacionais em estimular habilidades socioculturais, dado que se empenham em transmitir apenas os conteúdos técnicos. Evidentemente, a restrição cinematográfica relaciona-se com o deficitário incentivo ao contato com esse entretenimento pelas escolas. Simultaneamente, ressalta-se a cultura como instrumento lucrativo, consoante com os filósofos da Escola Frankfurt. Assim, a mercantilização dos bens culturais segrega áreas periféricas, onde a maioria dos indivíduos são desprovidos de recursos financeiros para acesso desses lazeres. Desse modo, constata-se a concentração dos cinemas nos centros economicamente privilegiados, atestada pela óptica frankfurtiana, ferindo a constituição impedindo a democratização do cinema.
Dessarte, é impreterível usar-se de ações para amenizar os entraves da solidificação dos direitos constitucionais. Nitidamente, o MEC deve capacitar os profissionais da educação, por meio de cursos e materiais didáticos adequados, para ministrar elucidamente acerca da importância da valorização dos bens culturais para o conhecimento pleno, a fim de estimular o interesse dos estudantes. Concomitantemente, o Poder Judiciário deve aprovar projetos de lei, tornando a descentralização dos cinemas obrigatória, com objetivo de democratizá-lo. Dessa forma, possibilita-se a efetivação dos princípios da Carta Magna.