ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 09/10/2020
De acordo com a revista semanal Carta Capital, em 2019 foram cortados 43% dos gastos dirigidos ao Fundo Setorial do Audiovisual. Isso marca a falta de investimento na cultura nacional e a alienação da mesma. Uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10% das cidades brasileiras têm cinemas. Diante disso, vê-se necessário mudanças na dedicação do governo brasileiro quanto ao acesso e o emprego da cultura nacional por meio dos recursos audiovisuais.
Durante seu segundo ano de mandato, o presidente Jair Bolsonaro anunciou inúmeras mudanças na Agência Nacional do Cinema (Ancine) Uma delas foi o corte de 43% dos gastos destinados ao Fundo Setorial do Audiovisual, gerando assim, a menor dotação nominal para o fundo desde 2012. O governador afirmou que faria uma seleção dos filmes que receberiam apoio financeiro público, constituindo dessa forma, ¨filtros¨ dentro da área cinematográfica.
Em paralelo a isso, durante um levantamento feito pelo IBGE no ano de 2019, afirmou-se que 10% das cidades brasileiras contam com cinemas. Mostrando que, de acordo com a Ancine, uma população inteira foi detida de tal forma de lazer, entre elas pessoas que moram em cidades do interior, nas periferias urbanas e em regiões do Norte e Nordeste.
Por fim, é necessário a adoção de medidas para atenuar essa questão. Dessa forma, o Ministério da Educação, deveria destacar esse assunto em salas de aula, apresentando que o tema interfere em questões com a desigualdade social e financeira brasileira. Por outro lado, o Governo Federal, carecia notar a importância das diretrizes cinematográficas dentro da comunidade nacional. Uma vez que ela retrata, de forma fictícia, a grande realidade do povo brasileiro. Somente assim, as formas de entretenimento audioviduais teriam a devida valorização e o acesso necessário dentro do país.