ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 09/10/2020
No filme ‘‘A invenção de Hugo Cabret’’, lançado em 2011, é retratada a trajetória de um jovem órfão que vive na central de trem em Paris. Escondido, ele usufrui de uma sala de cinema nas redondezas de onde mora, para tentar se distrair. Esse meio de entretenimento faz uma analogia com o mundo real, em que grande parte da população não tem acesso à cultura como previsto na constituição. Isso se deve, principalmente a desigualdade social e o baixo investimento na área cultural.
Em primeira análise, cabe ressaltar acerca da instabilidade social, algo comum atualmente. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que 54% dos brasileiros nunca foram ao cinema, e 70% jamais frequentou museus ou centros culturais. Isso acontece, sobretudo, pois as pessoas não têm condições financeiras para participarem dessas atividades, além disso, em diversos municípios do país não existem salas de cinema ou teatros, o que complica a situação. Em síntese, é necessário medidas para atenuar essa problemática.
Em segundo ponto, é fundamental ponderar sobre a falta de investimento na área cultural. É evidente que o governo aplica pouco capital nesse setor, uma vez que a maioria das regiões do interior não possuem nenhum cinema. Tal cenário pode ser bastante ruim para os moradores daquele local, gerando consequências como a alienação da população, ademais, isso fere a constituição que assegura o acesso à cultura para todos. Todavia, é importante acrescentar que a cidade de Santos é a que menos investe nesse ponto, aplicando apenas 0,17% do orçamento.
Dessa maneira, fica lícito que é preciso adotar um paradigma responsável por diminuir esse plano. Assim, o Ministério da Economia deve reservar verbas para construção de salas de cinema nas periferias brasileiras, com o intuito da democratização do acesso á cultura.