ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 20/10/2020
Pontes Newtonianas “Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista Isaac Newton pode ser facilmente aplicada as dificuldades da democratização do acesso ao cinema no Brasil, já que essa problemática é marcada na sociedade por concentrar a construção de barreiras sociais e a escassez de medidas para sua erradicação. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem no comodismo da população, emergindo dessa forma problemas complexos que precisam ser revertidos. Desse modo, atuam agravando o quadro central não só um individualismo como também uma carência reflexiva. Em primeiro plano, é preciso atentar para o individualismo presente na questão. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange a democratização do acesso ao cinema. Essa liquidez que influi sobre a questão do cinema funciona como um forte empecilho para sua resolução, pois dificulta a igualdade de investimentos culturais sobre todas as áreas do território brasileiro. Além disso, outra dificuldade enfrentada é sobre uma carência reflexiva. Dados do site www.meiomensagem.com mostram que 83% da população brasileira não frequenta o cinema. Pela interpretação dos índices, percebe-se que a população gerou um comodismo social em torno do problema, uma vez que, apesar dos dados serem alarmantes, os cidadãos não tem tentado reverter e refletir sobre essa problemática, contribuindo dessa forma para o aumento de desigualdades socioculturais entre as regiões brasileiras. Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais, proporcionando assim uma reflexão social que leve ao equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser oferecidas atividades práticas, como dramatizações e dinâmicas, a fim de tratar o assunto de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente em situações de democratização do acesso ao cinema. Dessa forma, mais “pontes newtonianas” serão construídas e muros derrubados.