ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 24/10/2020

Na mitologia grega, Sísifio foi condenado por Zeus a rolar uma pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifio atingia o topo do rocheado,contudo era vencido pela exaustão e a pedra voltava à base. Hodiernamente, esse mito se assemelha a luta cotidiana da população de baixa renda,a qual busca acesso ao cinema. Isso advém da negligência governamental e da visão capitalista das empresas cinematográficas.

Em primeiro plano, compreende-se o cinema como agente trasnformador, pois contribui com a formação do caráter dos indivíduos. Entretanto,há barreiras que separam a população de baixa renda das salas de cinema. Segundo o IBGE,no ano de 2018, os gastos públicos com Cultura foi menor que 0,3% das despesas da administração pública. Dessa maneira, nota-se que as ações governamentais vigentes são insuficientes para garantir a todos o acesso ao cinema. Logo,o Governo acentua a desigualdade.

O filosofo chinês Confúcio afirma que a cultura esta acima da condição social. Em contrapartida, no Brasil,há o alto valor dos ingresso de cinema. Isto ocorre pois as empresas cinematográficas adotam uma visão capitalista frente ao cinema, utilizando o apenas como gerador de lucros e ignoram seu poder tranformador na sociedade. Desse modo,o alto custo do ingresso,impossibilita o acesso da população menos favorecida as obras cinematográficas.Tal visão resulta na exclusão social dos desfavorecidos.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Primeiramente, o Ministério da Economia junto a secretaria da cultura devem elaborar um projeto social que promova acesso ao cinema para todos. O projeto deve garantir a diminuição de impostos sobre os cinemas e assegurar uma cota social para cada exibição. Os cidadãos de baixa renda deverão se cadastrar  e receberão carteirinhas que dão o direito a assistir uma produção por mês.Desse modo, a realidade se distanciará do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.