ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 28/10/2020

A desigualdade refletida nas telonas

A primeira amostra do cinema foi exibida no século XIX e, a partir de então, tornou-se uma das formas de arte mais populares na contemporaneidade. No entanto, o acesso à essa plataforma no Brasil não ocorre de maneira democrática, em virtude das desigualdades sociais regionais nacionais, intrínseco ao baixo investimento nacional nos âmbitos de lazer e cultura.

Primeiramente, o território brasileiro é historicamente formado por desigualdades regionais, sobretudo entre as regiões Norte e Sudeste. Cidades como São Paulo sempre receberam os maiores investimentos em infraestrutura, e tornou-se a megacidade do país, atraindo as grandes companhias cinematográficas. Assim, a população das áreas mais afastadas e menos desenvolvidas acabam não tendo acesso à esse veículo.

Ademais, as agências nacionais e empresas privadas não estimulam a produção cultural do cinema no país. Tendo em vista isso, a música “Comida” do Titãs aborda exatamente esse aspecto em: “A gente não quer só comida/ a gente quer comida, diversão e arte”. A partir disso, torna-se explícito o direcionamento que a população tem em relação às necessidades individuais, e o cinema, uma forma de arte, acaba sendo desvalorizado e tido como desnecessário.

Desse modo, de acordo com os fatos acima mencionados, torna-se claro que o acesso ao cinema no Brasil não acontece de modo democrático. Com o intuito de solucionar tal problema, o Governo Federal, a partir da Secretaria da Cultura deve criar sessões de filmes gratuitas em regiões afastadas e com pouca infraestrutura, em parceria com as grandes companhias- como Cinemark e UCI. Funcionando como expedições médicas para o interior, o projeto possibilita a difusão da cultura para todo o território, e por conseguinte, a democracia na arte.