ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 27/10/2020
O filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é protagonizado por um personagem cego que, entre muitas narrativas, se encontra com dificuldade de ser inserido em atividades culturais. Fora da ficção, são notáveis os empecilhos sofridos por deficientes visuais ao tentarem acessar o cinema e, por consequência, se sentirem afastados da sociedade. Dessa maneira, é necessário democratizar o acesso ao cinema.
Sob esse prisma, fica evidente que cegos precisam de uma dublagem descritiva para se aproximarem da visualização da cena. Logo, é incoerente que um país que seja regido pela Constituição que garante acesso ao lazer e cultura (tal qual o cinema) a todos negligencie uma parcela da população. Ademais, os deficientes visuais precisam recorrer a outros meios para alcançarem minimamente os sentidos oriundos do cinema.
Por conseguinte, um grupo social afastado do cinema é, consequentemente, marginalizado. Na obra “Utopia”, o autor Thomas Morus indica como seria a sociedade perfeita e o acesso igualitário às vertentes da cultura é citado, tendo por objetivo que todos tivessem repertório intelectual equiparável. Pois o cinema é a representação cultural de diversas realidades e vivências e o senso social deve ser instigado em toda a população brasileira.
Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania obrigar que cinemas tenham uma sessão inclusiva por semana - isso é, com audiodescrição -, por meio de projetos de leis, que deverão ser aprovados pela Câmara dos Deputados. Assim como os cinemas devem se autorregular e garantir uma experiência agradável aos deficientes visuais. E, então, o Brasil irá prosperar como uma nação e proporcionar lazer e cultura, como rege na Constituição.