ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 26/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam a nação. Não longe da ficção, percebe-se tal comportamento, no que tange a dificuldade da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Desse modo, é importante analisar como causas a negligência política, bem como a discriminação das áreas periféricas do país.

Em primeiro plano, é valido ressaltar de que forma a falta de engajamento político contribui a permanência do problema. Sob esse aspecto, segundo a Constituição Federal de 1988, em suas cláusulas pétreas, é dever do Estado garantir o acesso ao lazer a todos os cidadãos, contudo tal mandamento não se cumpre na realidade, pois de acordo com o IBGE somente 44% da população brasileira tem acesso a áreas de lazer e menos de 30% frequenta regularmente salas de cinema. Dessa maneira, fica claro como a escassez de atuação do Governo corrobora à ocorrência da questão.

Em segundo plano, vale salientar como as regiões mais afastadas sofrem com a ausência de lugares de lazer e convívio social. Nesse contexto, geralmente, cidades afastadas e regiões de periferia são desprovidas de lugares de socialização, por exemplo de cinemas. Sob esse prisma, a distância e alto custo de manutenção são fatores que interferem na implantação de ambientes como estes supracitados, além disso o medo de marginalização dos ambientes é outro aspecto ponderado pelas empresas cinematográficas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para remediar a questão. Destarte, o Governo Federal deve, por meio de verbas do Tribunal de contas da União, promover a implementação de salas de cinema em regiões mais afastadas dos centros urbanos e, ainda, fazer parcerias público-privadas para criar dias de descontos ou até mesmo colocar telões em lugares de ampla circulação. Logo, tal ação tem como objetivo ampliar o acesso e auxiliar a democratização do acesso ao cinema.