ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 04/12/2020

Desde sua criação, o cinema tem se mostrado uma importante ferramenta de disseminação de ideias, de extrema relevância ao longo da história, como na segunda guerra mundial. Assim, é notável que negar a acessibilidade de uma parte da população, principalmente a periférica e marginalizada brasileira, a sétima arte, é privá-la de estar exposta a novos pensamentos, um processo bastante antidemocrático.

Em primeira análise, é necessário ressaltar que a falta de acesso ao cinema é uma forma de “controle” dessa população mais carente. As grandes telas são máquinas de registro da história e suas inúmeras injustiças. Em “Bacurau”, filme brasileiro que fez sucesso internacionalmente lançado em 2019, muitas reflexões sobre racismo, xenofobia e eurocentrismo, foram postos em pauta e abriram as mentes de milhares de brasileiros, exceto os que não puderam ter acesso a obra por algum motivo.

Por conseguinte, aqueles que mais são afetados por esses problemas denunciados através de longa-metragens, não tomam conhecimento deles. Os cinemas, como espaços elitistas e segregadores, se localizam em grande centros urbanos, geralmente em shoppings centers e com preços absurdamente altos, excluindo, quase que por completo, pessoas de baixa renda de seu uso.

Portanto, é essencial que medidas sejam tomadas para tornar esse espaço de lazer, conhecimento e cultura mais inclusivo. A Secretaria Especial da Cultura deve organizar projetos de exibições de produções cinematográficas em espaços públicos e diminuir os preços dos ingressos dos cinemas, através de leis, também fiscalizando e cobrando multas dos locais que mantiverem seus preços elevados. Assim, aos poucos, o acesso a sétima arte no Brasil se tornará mais democrático.