ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 11/12/2020
Após a 2° guerra mundial, surge na Europa francesa a ‘Belle Époque’, que é um movimento de caráter urbano conhecido pelo “glamour” e intelectualidade, é nesse período que surge o cinema que encanta a elite gálica. Apesar do lapso de tempo e espaço, hoje, o Brasil vive uma realidade semelhante, uma vez que, por trás de toda beleza da sétima arte há a exclusão social na prática de ir ao cinema. Desse modo, é notório que o governo brasileiro não valoriza o suficiente o direito à cultura e por consequência ele é elitizado.
De início, é notório que o Estado brasileiro não se preocupa com os direitos básicos de todos os cidadãos. Visto que, o acesso ao cinema é restrito a centros urbanos, excluindo assim, periferias e interiores, e segundo a ONU, o lazer é um direito fundamental humano, esses fatos mostram que nem todos tem acesso pleno a essa virtude. Além disso, as instituições cinematográficas não recebem o mínimo de incentivo do governo, o que desistimula os profissionais da área. Prova desse desinteresse, é a retirada do Ministério Da Cultura, sendo suas funções fracionadas para outros ministérios, o que diminui expressivamente a relevância da cultura para o Estado.
Ademais, é certo que a negligência do governo gera a elitização da cultura. Uma vez que, com a falta de apoio das autoridades governamentais, a elite brasileira investe nas redes de cinematográficas privadas, o qual, apenas os moradores de centros urbanos e pertencentes a classes privilegiadas têm acesso. Isso pode ser observado no preço do ingresso da maioria dos cinemas, que é incompatível com a renda mensal de mais da metade dos brasileiros.
Dessa forma, com o intuito de aumentar o acesso ao cinema no Brasil, é necessário que o Ministério da Cidadania, que é o órgão responsável pela garantia do contato ao lazer e a cultura dos brasileiros, faça um projeto de fundação de cinemas em cidades interioranas do Norte e Nordeste, pois essas são as regiões mais afetadas nesse quesito, por meio de parcerias público-privadas, que promoveriam a inauguração desses ambientes com um preços justos e simbólicos, apenas para a manutenção da estrutura. Isso deve ser feito a fim de dar oportunidade a esses lugares marginalizados de conhecer plenamente essa arte e o país sair da ilusão ‘Belle Époque’ do século vinte e um.