ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 25/12/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure, em seu artigo 6°, o direito ao lazer a todo cidadão brasileiro, percebe-se que, na realidade, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que se diz a respeito do acesso ao cinema no Brasil. Nesse sentido, vê-se que a negligência governamental e a mentalidade social favorecem esse cenário.
Primeiramente, deve-se ressaltar a baixa atuação da autoridades em fornecer acessibilidade aos deficiêntes nos cinemas. Essa conjuntura, segundo o pensador John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que ,devido a negligência do Estado, salas de cinemas não são preparadas para receber uma parcela da população, como os autistas, que precisão de fones especiais para poder desfrutar dessa arte. Dessa forma, o governo não cumpre sua função de garantir direitos imprescindíveis, como a cultura e o lazer, e assim descumpre com o “contrato”, como dizia o filósofo.
Outrossim, é fulcral pontuar o pensamento coletivo como impulsionador desse quadro. De acordo com Durkhein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Nesta lógica, observa-se que a opinião da população, em acreditar que o cinema é um meio que deve ser somente acessado pelas classes sociais mais favorecidas, pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com essa mentalidade, tende a adotá-la também, por conta da vivência em grupo. Desse modo, com a permanência desses preceitos, perpetua-se uma situação de exclusão das camadas mais pobre da sociedade em relação ao acesso ao cinema. Nessa perspectiva, faz-se preciso da ação do Governo Federal para mudar essa realidade.
Em suma, conclui-se a necessidade de se democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Portanto, o Ministério da Cidadania deve equipar as salas de cinemas, por meio de uma parceria com empresas privadas e das salas de transmissão, a qual fornecerão acessorios para um aproveitamento dessa arte por deficiêntes, como mais espaços para cadeirantes, fones especiais para autistas e legendas em todos os filmes para atender pessoas com problemas auditívos, a fim de que todos possam ter acesso a essa arte. Ademais, o Ministério da Educação deve mudar a mentalidade da população, por meio de aulas e palestras a todos cidadãos, em que será desmistificado a noção da população de que o acesso ao cinema é um lazer somente da parcela mais rica, com o intuito de alterar os preceitos do brasileiro para algo mais democratico. Assim , será consolidado uma sociedade mais igualitária, em que o Estado desempenhará corretamente o “contrato social”, tal como afirmava Locke