ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 31/12/2020
Na Grécia antiga era de praste a reunião da população nas ágoras, um espaço público para desenvolver cultura onde todos eram bem vindos. Nesse contexto, com a evolução tecnológica, a arte se renova e ressurge em forma de cinema, um espaço semelhante as ágoras, contudo, devido a expansão urbana desigual e os altos preços dos ingressos, poucas pessoas tem acesso. Desse modo, a situação do Brasil hodierno difere da Grécia antiga, tal fato é preucupante pois a cultura é responsável por desenvolver uma sociedade crítica e ativa, como gregos eram. Assim, convém analisar a o descaso do acesso ao cinema democraticamente e assegurar a importancia da sétima arte.
Em primeira análise, o acesso a serviços públicos e a cultura no território tupiniquim é destribuido de maneira desigual. Segundo Milton Santos, geográfo e escritor, as diferenças de desenvolvimento entre as áreas do Brasil são tão brutais que classificou o país em quatro áreas, sendo o sul e suldeste com maior concentração tecnológica. Nesse âmbito, existem lugares que não tem salas de cinema devida a má distribução de serviços em todo país, centralizando o acesso a arte. Tal realidade fere a constituição que afirma que é obrigação do Estado fornecer acesso às fontes da cultura a todos os brasileiros. Logo, é evidente a necessidade de medidas para democratização do cinema.
Ademais, outro fator que dificulta o acesso são os elevados preços dos ingressos que advém da elitização da sétima arte. Acerca disso, o Estado fornece medidas para tentar remediar esse empecilho, como por exemplo, o estudante tem direito à meia-entrada em diversos eventos, entretanto, apenas essa lei não é suficiente, visto que todos os cidadãos devem ter acesso à cultura. Assim, ir ao cinema se torna não democrático, indo contra a Constituição Brasileira que promete o acesso à cultura para todos, direito esse que não é acessível para as pessoas que estão às margens da sociedade, seja sem condições de pagar um ingresso ou de não ter cinema em seu bairro.
Observa-se, então, a necessidade da democratização dos cinemas no Brasil. Para tanto, urge a reformulação do Ministério da Cultura e o recebimento de verbas do Estado, para que através desse ministério crie um programa cultural democrático chamado “Cine na Praça”, por meio dele será feita semanalmente, em municípios sem salas de cinema, a exibição de filmes - brasileiros e com um fim social - gratuitamente nas praças, com o intuito de que todos os cidadãos tenham acesso a cultura. Posto isso, o cinema no Brasil se tornará democrático e de modo símile a Grécia antiga todos serão bem vindos para apreciar a cultura, criando-se, desse modo, uma sociedade mais crítica.