ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A Constituição Federal de 1988 -com seu caráter humanista e democrático- assegura um pleno Estado de direito à vida em sociedade e ao lazer. No entanto, quando se trata a questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil, essas normas legais não são, por vezes, cumpridas. Esse cenário antagônico é fruto de um crescimento urbano rápido e desordenado, além do pouco investimento tecnológico nas áreas periféricas do País e da pouca acessibilidade para a plateia surda e cega.
Vale pontuar de início que, é perceptível ver o crescimento de tecnologias exacerbado em algumas metrópoles. Isso pode ser evidenciado ao observar São Paulo -abrigando 1/3 das salas de cinema- que é o estado com o maior número de indústrias cinematográficas do Brasil. É visível notar que há uma distribuição desses centros de entretenimento de forma desregular e concentrada nas regiões mais desenvolvidas do País. Consequentemente, observa-se que a desigualdade regional marca uma dificuldade de acesso ao cinema.
Outrossim, a maioria dos cinemas não são adaptáveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Isso fica claro ao ver que menos de 10% das salas de cinema do tem recurso de acessibilidade, como audiodescrição, legenda descritiva e tradução em libras, além da parte física, com rampas para os cadeirantes e cadeiras maiores para obesos. Dessa maneira, grande parte da população nunca teve acesso a essa cultura, que é garantida por lei.
Logo, para a democratização do acesso aos cinemas do Brasil, é importante que a mídia -base engajadora- em parceria com o Governo, desenvolva programas digitais que incentivem e possibilitem as pessoas de conhecer a arte cinematográfica, através de um vale-cultura. Ademais, é mister que o Ministério público por meio da Justiça Federal determine que as salas sejam adaptadas para receber o público cego e surdo, almejando uma expansão da cultura nacional, uma melhor igualdade e anexação ao lazer.