ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 10/01/2021
A reprodução áudio-visual de uma história com a partcipação e identificação de um meio social, seja ele real ou fictício, é um fator primordial de humanização. Nesse sentido, caracteriza o cinema como a representatividade de um indivíduo e sua construção humana. Infelizmente, no Brasil hodierno, o acesso a esse meio cultural não é democrático. Isso se deve às problemáticas de planejamento socioespacial e a negligência do Estado para com o investimento nessa área. Logo, mostra-se necessário o debate e resolução desse problema.
Primeiramente, vale salientar que o Brasil possui em sua construção como nação a prevalência de instituições extrativistas. Nesse contexto, segundo o economista e professor do Instituto Tecnológico de Massachursetts (MIT) Daron Acemoglu, em seu livro: “Porque as nações fracassam”, afirma que tais organismos, detentores de poder, acumulam todo o investimento econômico e não o retornam para a população em infraestrutura e lazer. Assim, contextualmente, os brasileiros carecem de locais apropriados para a inserção cultural cinematográfica.
Por consequência, essa parcela populacional a qual não possui acessibilidade e facilidade para ir ao cinema fica alienada e imersa em uma perspectiva de não pertencimento ao ambiente social. Uma vez que, de acordo com o sociólogo Max Weber, o meio cultural influencia diretamente no cognitivo e na ação de uma população. Analogamente à ficção de Miguel de Cervantes no livro: “Dom quixote”, em que demonstra como um homem foi direcionado em suas escolhas a partir de um livro.
Em suma, para que o cinema seja um patrimônio de democracia, isto é, em que todos tenham acesso no Brasil; cabe ao Estado, por meio de políticas públicas, introduzir projetos de cinematografia ao ar livre em locais distantes para que humanize e represente tais pessoas. Ademais, esse programa será gratuito e ocorrerá semanalmente, nesse modo devolvendo a capacidade cultural na sociedade.