ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Durante a pandemia do vírus Covid-19, em 2020, os cinemas permaneceram fechados para evitar a propagação da doença. Com isso, o ‘drive-in’ obteve bastante sucesso em grande parte do país, mostrando que os brasileiros são adeptos a essa forma de lazer. Contudo, em razão da falta de acessibilidade e dos preços exacerbados, não são todas as pessoas que possuem acesso a essa atividade, surgindo um problema complexo, que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que a falta de acessibilidade é uma causa latente do problema. Segundo a CNN Brasil, menos de 10% dos cinemas são acessíveis a pessoas com algum tipo de deficiência física, mental ou auditiva. Dessa maneira, verifica-se uma enorme ausência de inclusão, o que gera aumento da discriminação e da falta de democratização nesses ambientes.
Em paralelo, outra causa para a configuração do problema são os preços exacerbados. De acordo com o IBGE, em 2018, cerce de 54 milhões de trabalhadores receberam menos de um salário mínimo por mês. Dessa forma, poucas famílias conseguem se sustentar e ainda possuir momentos de lazer, o que aumenta a exclusão da população de baixa renda.
Fica evidente, portanto, que as empresas fornecedoras de serviços audiovisuais devem adaptar esses locais, instalando rampas, contratando profissionais para auxiliar pessoas com deficiência física e também, desenvolver ambientes com tecnologias para surdos e portadores de necessidades especiais mentais, com o intuito de proporcionar momentos de lazer e incluí-los na sociedade. Ademais, o governo, juntamente com as empresas proprietárias dos cinemas, precisa criar vales-lazer, reduzir os preços dos ingressos e, após isso, incentivar a população a frequentar esses ambientes, por meio de debates sobre a importância de possuir momentos de diversão, para que seja realmente feita uma democratização do acesso ao cinema no país.