ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto tal prerrogativa não tem se reverberado com enfâse na prática quando se observa a democratização do acesso ao cinema, desse modo, procura-se entender de que maneira a negligência governamental e a desigualdade social, dificultam a universalização desse direito social tão importante.

A priori, convém analisar de que maneira a negligência governamental cria desafios para a democratização do acesso ao cinema. De acordo com o filósofo inglês, Thomas Hobbes, o dever do Estado é garantir o bem-estar social, mas ao analisar o descaso e o mínimo investimento em espaços públicos que incentivem a cultura é perceptível uma deturpação no ideal de Hobbe.

Ademais, outro fator a salientar é a desigualdade social. Segundo o político alemão Adenauer, todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte. Tal afirmação é evidenciada ao analisar a discrepância de oportunidades para o acesso ao cinema no Brasil. Isso ocorre, pois os espaços de exibições cinematográficas cobram um custo muito alto, além de se concentrarem em regiões centrais. Desse modo, a condição financeira precária e à dificuldade de locomoção, geram uma segregação censitária, na qual os indivíduos que não podem pagar por esses benefícios tem o seus direitos violados.

Diante dos fatos supracitados, urge que atitudes sejam tomadas para a mitigação desta problemática. Logo cabe ao governo, em parceria com o ministério da cidadania, criar espaços públicos e campanhas para incentivar a prática cultural, assim de integrar todas as camadas da sociedade a desfrutarem do conhecimento proposto pelo cinema.