ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Com a perpetuação do cinema, -principalmente a partir de 1930- emergem as disparidades entre as pessoas que podem ou não frequentar esses centros. Pois, mesmo que a cinematografia está íntima dos brasileiros, ainda há uma parcela da população que se encontra exclusa desse entretenimento. Dessa forma, cabe avaliar as causas e consequências desse problema.

Sob este viés, vale ressaltar que o atual modelo capitalista é uma das causas que atenuam o óbice. Assim, de forma intencional -visando um maior número de espectadores- as instalações das salas de cinema ocorrem, normalmente, em centros comerciais, que por sua vez se encontram confinados em metrópoles.Logo, as pessoas com baixa renda não têm condições de frequentar o cinema, devido não só aos preços dos ingressos como também a localização desses espaços. Dessa forma, o acesso se torna limitado para aqueles que não usufruem das estratégias adotadas pelo capitalismo.

Consequentemente, ao ferir vetos da Constituição de 1988 de direito à cultura, órgãos governamentais, além de não cumprirem com o seu papel, culminam para dados cada vez maiores. Visto que, 83% da população brasileira -segundo o INEP- alega não frequentar o cinema. Nesse âmbito, o estado não veda direitos básicos de lazer aos indivíduos, uma vez que não sanciona políticas públicas para extinguir o problema. Nesse ínterim, é indubitável a democratização do cinema no Brasil.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar o quadro vigente. Para tanto, o Governo Federal -órgão de maior poder executivo no país- deve fomentar a criação de um projeto “Cinema Para Todos”. Por meio de telões, em espaços públicos, que ofertem filmes gratuitos, para uma população local. Afim de mitigar os dados correspondentes às pessoas que não frequentam salas de cinema, bem como validar a Constituição.