ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A chegada da família real em 1808, foi indubitavelmente um grade marco para a história do país, visto que, para uma estadia de glória era necessário que houvesse crescimento. Assim, o contínuo desenvolvimento em tecnologias e afins têm tornado o que Brasil é hoje. Porém, ainda que seja gozo para muitos, é evidente a necessidade da democratização do acesso ao cinema no Brasil, já que, além de não estar presente nas cidades com menores fluxos populacionais, ainda, aonde estão localizadas, detém valores exorbitantes de aquisição.
A priori, a Constituição de 1988 refere-se que a educação e a cultura fazem parte dos diretos do cidadão, consoante a Hezel, que diz que o Estado é o pai da população e tem o dever de cuidar dela. Entretanto, anda que na teoria tal é exercida, na prática pode-se constatar que a veracidade está ainda distante da realidade, pois, as grandes metrópoles apropriam-se do que deveria ser geral, deixando as menores regiões isentas deste direito, sendo privadas de, além de outras coisas, conhecimento cultural. Isto se dá pela falta de investimento por parte do governo nas regiões com menos habitantes e mais carentes, denegrindo o bem-estar predito na Constituição.
Em segundo plano, ainda que haja uma admirável quantidade de redes de cinema nas grandes cidades, é óbvio que nem todos tem o prazer de usufrui-las, uma vez que os valores restringem o seu acesso. Segundo o site da USP, na página do ECA, os valores anunciados pelas portadoras da mídia em questão, além de limitar o acesso para as classes mais altas, ainda tem ajudado, consequentemente, o aumento da pirataria de filmes e produções cinematográficas na internet, que são procuradas e baixadas para suprir a necessidade de uma sala de cinema; e, também, o aumento pela compra de DVDs na famosas “feirinhas”, onde, conforme a pesquisa diz, pode se obter por apenas R$3,00 a unidade.
Assim, é mister que a Secretaria da Cultura intervenha na limitação desta mídia somente para os mais ricos, criando salas que ofereçam a mesma função e conforto por um preço menor e com maior disponibilidade, não centralizando em apenas algumas regiões, de modo que todos desfrutem e para que haja um crescimento no desenvolvimento cultural da população brasileira e diminuindo a pirataria, permitindo que o país continue se expandindo, conforme a ideia inicial da famíla real.